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Prefeitura realiza a 2ª oficina de leitura comunitária para a revisão do Plano Diretor acontece no Cucaú

Membros da equipe do Núcleo de Projetos e Planejamento Urbano da Prefeitura de Rio Largo promoveram a segunda oficina de leitura comunitária da região Cucaú, dia 10 de março deste ano,  na escola municipal Rosineide Tereza, localizada na rua Euclides Afonso Melo, Centro, para discutir a revisão do Plano Diretor Participativo de Desenvolvimento de Rio Largo.

Através de apresentação de slides, a arquiteta Isadora Padilha falou sobre a lei federal de 2001 que obriga municípios com mais de vinte mil habitantes a produzir um Plano Diretor, tendo o atual sido elaborado em 2008 e aprovado em 2009, completando dez anos em 2019, sendo esse o prazo máximo para sua revisão. Isadora destacou a necessidade de participação popular prevista para a revisão, de modo a garantir que a elaboração das diretrizes presentes no Plano representem de fato as necessidades dos moradores que afetarão principalmente a questão territorial e o ambiente construído da cidade, salientando que esta atual etapa de oficinas de leitura comunitária serve exatamente para isso.

Marllus Gustavo F. P. Neves, representante da FUNDEPES, através de apresentação em slides, deu uma breve introdução a respeito da oficina de mobilização social, e sua importância na elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico. Prosseguiu informando que de acordo com lei de 2007, o saneamento é definido em quatro eixos que são: Resídos sólidos, drenagem urbana, abastecimento de água e esgotamento sanitário. Salientou a importância da participação dos moradores na rlaboração do diagnóstico afim de guiar a proposição de soluções, destacando que esta reunião está sendo elaborada por equipe da FUNDEPES, independente de questões políticas.

 A participação popular teve seu início com a temática voltada para o primeiro eixo do saneamento: O abastecimento de água. O primeiro a falar foi o líder da associação comunitária do Cucaú o Sr. Agnaldo Virtuoso da Silva, que falou que  o abastecimento é feito pela CASAL e é de péssima qualidade, é paga uma taxa de quarenta e quatro reais e nunca foi feito tratamento adequado, o abastecimento não é constante, faltando água cerca de dez dias ao mês, e quando chega a água é barrenta, precisando melhorar oitenta porcento.

A Sra. Marineide acrescentou que que a encanação da casal é junto com a de esgotamento, e que há diversos burados abertos na Rua São João. A Sra. Ana Maria A. Dantas falou que as faltas de água são frequentes, e que muitas vezes a água vem com gosto de cloro, de péssima qualidade, ou muito barrenta, imprópria para uso. O Sr. Erikson disse que na região do centro o abastecimento não é tão problemático, porém não é contínuo, faltando as vezes. A Sra. Marineide informou que a secretaria de saúde fornece cloro para a população nos postos de saúde, porém nunca tem, além disso, disse que a situação do abastecimento no Cucaú I é piordo que no Cucaú II. A segunda temática abordada na reunião foi o esgotamento sanitário.

A Sra. Marineide falou que as casas não possuem fossa, e que muitas vezes o esgoto escorre na rua. A Sra. Ana Maria A. Dantas concordou e disse que apesar de sua casa possuir fossa, a maior parte das casas lançam o seu esgota na rua. A Sra. Marineide citou uma situação em que, devido ao esgotamento na rua, sua filha adoecia de doenças tropicais, o que a fez entrar na justiça para que conseguisse que consertassem isso, além disso, não há varredura nas ruas que ficam sujas, apesar da coleta ser regular, não há garis nas ruas. O Sr. Erikson informou que no Centro não há problemas com relação a coleta de lixo ou esgotamento sanitário, ou pelo menos este não escorre livremente na rua, entretanto não há coleta e tratamento adequado do esgoto.

A Sra. Carla, moradora do Tabuleiro do Pinto falou que o abastecimento é frequente, entretanto reconhece que em alguns pontos ainda é feito por meio de poços, que em alguns casos tem acesso restrito, a qualidade da água no verão é boa porém no inverno é barrenta, sua casa possui fossa porém na sua região o esgoto corre a céu aberto até mesmo em ruas pavimentadas. A terceira temática a ser discutida, ainda relacionada ao saneamento, foi o tratamento de resíduos sólidos. A moradora Sra. Marineide falou que a população não coloca o lixo para ser coletado na hora certa, juntando em esquinas, causando diversos problemas, faltanto portanto em sua opinião educação ambiental.

A Sra. Ana Maria A. Dantas informou que em sua rua a TELASA não está passando com regularidade, passando apenas em dias aleatórios. O Sr. Erikson acrescentou que na região do centro há diversos pontos de acúmulo de lixo, independentemente da coleta. A Sra. Ana Maria A. Dantas destacou que essa problemática do acúmulo em certas localidades permeia a cidade inteira, e que precisa ser remediada com ações de educação ambiental, praticamente todas as ruas tem pontos em que a população acumula lixo. A Sra. Marineide adicionou o problema causado por obras da CASAL, que deixa os buracos abertos, fazendo com o que a própria população tenha que colocar materiais diversos, ou barro para tampar isso.

A última temática do saneamento abordada foi a questão da drenagem. A Sra. Ana Maria A. Dantas informou que mora na rua da Telasa e que há dez anos sua rua alaga mesmo sendo calçada, não foi feita a drenagem adequada, sendo essa uma das principais problemáticas pois, além de causas prejuízos físicos na residência com infiltrações, também provoca riscos de saúde, como por exemplo a dificuldade de locomoção para ir ao médico quando a rua está alagada. A moradora Carla citou uma cituação em que a população teve que, em sua rua localizada no Bosque dos Palmares, construir um acesso alternativo através de um terreno baldio para poder se locomover durante o período de chuvas devido aos constantes alagamentos. Dando prosseguimento à oficina, a próxima temática a ser discutida foi a mobilidade.

Participaram membros do Núcleo de Projetos e Planejamento Urbano da prefeitura de Maceió, representados pelas Arquitetas e urbanistas Sras. Isadora Padilha e Sandra Januário, da equipe da FUNDEPES, responsável pelo desenvolvimento do Plano de Saneamento Básico do Município de Rio Largo representados, entre outros, pelo Sr. Marllus Gustavo F. P. das Neves, a Assistente social Sra. Iara Cristine P. L. Vieira, moradores das comunidades, além do presidente da Associação de Moradores do Cucaú, o Sr. Agnaldo Virtuoso da Silva.

 


09 de Abril de 2018 | Postado por: ASCOM | categoria: SEINF - Secretaria de Infraestrutura
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