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Coordenadores do Plano Diretor realizam a primeira oficina com a comunidade

A primeira oficina de leitura comunitária, como parte do processo de Revisão do Plano Diretor Participativo de Desenvolvimento do Município de Rio Largo – PLANDEPAR-RL, foi promovida no auditório do Centro de Educação Ambiental Pedro Mário Nardelli localizado na Usina Utinga Leão, dia 2 de março deste ano, sob a coordenação   da equipe do Núcleo de Projetos e Planejamento Urbano da Prefeitura de Rio Largo, Isadora Padilha e Sandra Januario, e pela equipe da FUNDEPES responsável pela produção do Plano Municipal de Saneamento Básico, representado por Eduardo Lucena C. De Amorim.

a Arquiteta e Urbanista Isadora Padilha iniciou falando  sobre o processo de revisão do Plano Diretor, destacando a influência deste no bem-estar das comunidades que formam o município de Rio Largo através de leis que dissertam a respeito do uso do solo no território rio-larguense, falou ainda sobre as temáticas prioritárias abordadas pelo Plano Diretor. O representante da FUNDEPES e Engenheiro Civil, Eduardo Lucena de Amorim, falou sobre a construção coletiva do Plano Municipal de Saneamento Básico do município de Rio Largo, produzido por uma equipe contratada através da FUNDEPES. Salientou que este processo está em sua etapa inicial que consiste no levantamento das problemáticas junto as comunidades, destacando ainda que o saneamento não se refere apenas ao esgotamento sanitário, se dividindo na realidade em quatro eixos, sendo estes abastecimento, esgotamento, manejo de resíduos sólidos e manejo de águas pluviais.

A Urbanista Isadora Padilha abriu então espaço para a colaboração dos presentes. A primeira moradora a falar foi a Sra. Quitéria Faustino de Lima, que apresentou o problema do abastecimento de água, que, por ser deficiente, obriga os moradores a comprar botijões de água potável para seu consumo, já que o abastecimento é feito por água que não é tratada. O Morador Carlos Martílio adicionou que o consumo de água não tratada vem provocando doenças de pele, especialmente nas crianças. A Sra. Quitéria Faustino de Lima acrescentou a questão da coleta do lixo no bairro, que é realizado pela usina de forma deficiente, sem dias certos e poucas vezes (cerca de uma vez por semana), o que provoca acúmulos que podem gerar doenças e faz com o que as pessoas, muitas vezes, queimem esses resíduos, além disso, acrescentou que são diversos os problemas do bairro, passando por questões como transporte, saúde e lazer.

Em seguida, a representante da Usina Utinga Leão, Sra. Michelle Cardoso, discursou sobre a relação entre a comunidade e a Usina Utinga Leão, que por muito tempo deu todo o suporte a essa população fechando espaço para a participação da prefeitura, entretanto nos últimos anos com a crise no setor sucroalcooleiro a usina passou a ter menos condições de manter essa situação, o que causou problemas de abastecimento, além disso, a separação de resíduos da água não surte efeito, mesmo passando por decantação. Além disso, nunca foram feitas verificações da qualidade dessa água, a prefeitura já fez coletas, porém resultados não foram divulgados. Outros problemas identificados foi que alguns condomínios não tratavam a água utilizada, e há contaminação das nascentes da mata da Sálvia que abastecem moradores da região. 

No que diz respeito à coleta de lixo domiciliar, Michelle Cardoso disse que a prefeitura não realiza este serviço, que é realizado pela usina, esse serviço se tornou ainda mais deficiente ao final do ano passado (2017) devido as fiscalizações feitas e o fechamento dos lixões, por ser exigido uma destinação e forma de coleta correta. Michelle completou que a usina não dá conta da coleta nas mais de 1000 casas existentes na região, o que causa irregularidade no serviço.

O vereador Jefferson Rosalvo dos Santos, informou que é morador da área a mais de dezesseis anos, e pode confirmar as informações dadas até então, disse que já levou a questão da coleta do lixo para a câmara de vereadores, inclusive adicionando a questão dos conjuntos habitacionais que cresceram de forma desordenada apresentando áreas em que o lixo fica exposto em grande quantidade, e este acaba escorrendo e infectando os córregos locais, destacando a importância de uma maior eficácia nessa coleta, por afetar a qualidade da água utilizada pela população.

Quitéria Faustino de Lima informou que mora na região há mais de dezoito anos, e reclamou da questão do transporte, afirmou que apesar do trem ser ótimo e passar com regularidade, os ônibus e vans não agem da mesma forma, dificultando a conexão com as demais regiões da cidade, o que faz com o que os moradores dependam de carona. A arquiteta e Urbanista Isadora Padilha questionou então a respeito do emprego entre os moradores, se todos dependiam diretamente da usina, ou se muitos trabalhavam fora.

O vereadoor Jefferson Rosalvo informou que foram identificados cerca de nove pontos de risco, o que já foi levado ao conhecimento da câmara. Isadora Padilha salientou a necessidade de fazer uma parceria com a defesa civil para o mapeamento e solução dessa problemática.

José Mário Guilherme acrescentou que o município apresenta diversos atrativos que, se explorados, atrairiam turistas. Fortalecendo assim a economia local. A Arquiteta Isadora questionou a respeito da atividade pesqueira na região, sendo respondida pelaSra. Michelle Cardoso, que informou que esta atividade não faz mais parte do cotidiano local, devido a poluição. O Sr. Eduardo Lucena C. de Amorim deixou as redes sociais do Plano Municipal de Saneamento Básico, pedindo que os presentes enviem mais sugestões que julguem relevantes. A arquiteta Isadora Padilha agradeceu a presença de todos, e as colaborações dos moradores locais, informou que no dia seguinte seria lançado o edital da formação do conselho paritário do processo de revisão do PLANDEPAR-RL.

Participaram representantes do poder Legislativo municipal, o vereador  Jefferson Rosalvo dos Santos, o assessor Parlamentar  José Mário Guilherme; o secretário do Meio Ambiente,  Cláudio de Melo e  Dijanete Ferreira de Lima; Da Secretaria de Saúde, Maria Neve; representante da Usida Utinga Leão, Michelle Cardoso; representante do IPMA,  Rosa Maria Souza da Silva e representantes da comunidade.


09 de Abril de 2018 | Postado por: ASCOM | categoria: SEINF - Secretaria de Infraestrutura
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